O País das Maravilhas, a Internet e o coelho branco
Neste último final de semana fui assistir ao divertido filme Alice no País das Maravilhas de Tim Burton
, estrelado por entre outros Johnny Depp
. Achei o filme bem divertido pois eu estava de mente aberta para uma nova roupagem do filme, diferente do desenho da Disney
.
Muitas pessoas na minha sessão não gostaram do filme porque estavam pré supondo que seria algo parecido com o desenho, e quando essa expectativa criada não foi correspondida o filme deixou de ser divertido e passou a ser ruim para estas pessoas.
Isso aconteceu em uma sessão de cinema, mas acontece também ainda hoje “na internet”. Grande parte das pessoas que vêm trabalhar “na internet” pressupõe que a internet é o país das maravilhas onde ganha-se muito e trabalha-se pouco. Isso até pode acontecer, eu conheço profissionais que hoje gozam dessa realidade, porém saiba que antes disso eles trabalharam muito, e normalmente ganhavam pouco.
Os bons profissionais de internet além de trabalhar muito, estudam, se destacam em suas áreas. Desenvolver web sites não é só pegar um template pronto na internet, colocar o logo do cliente e mandar um “se vira agora malandro” sem se preocupar em fornecer suporte a cliente. Ser analista de redes sociais não é ficar no Orkut e no twitter conversando sobre o Big Brother com seus amigos. O desenvolvimento de um bom web site é resultado de um atendimento de qualidade, um briefing bem feito e estudo sobre o que se vai fazer. Um bom analista de redes sociais sabe segmentar sua campanha, estuda seu público alvo e conhece as ferramentas de métricas para posicionar seu cliente sobre os acontecimentos.
Esses são alguns dentre milhares de outros conhecimentos, sempre lembrando que existem exceções e métodos diferentes de trabalhos. O que é consenso é que na internet nada é tão fácil quanto parece, tudo exige trabalho e dedicação tal qual o de um marceneiro ou um jardineiro. No final somos mais parecidos com o coelho branco do que com a Alice, sempre correndo atrás do tempo.
Sintam-se a vontade para comentar suas opiniões iguais ou diferentes.









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Acessos via Mobile: nossos sites estão preparados para isso??
Podcast webARTz #05 – O uso da Internet e a Deep Web
Veja o quanto a internet pode ser estranha!
Confira o Podcast webARTz, com vários assuntos abordados aqui no blog. Utilize os links abaixo para baixar os arquivos.



Comentários (2)
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1ºMarcy9 escreveu:
Concordo com você, Guto.. trabalha-se MUITO e o dinheiro nem sempre é aquilo que merecemos. E muitos clientes caem no conto do template, porque não gostaram do nosso orçamento.. depois nos pedem pra “adaptar” com a intenção de economizar e eu respondo: hahahahaha Marketing Digital está muito além disso; quem lê e testa as teorias, usa qualquer tempinho disponível pra atualização constante, é que conhece as pedras do caminho.
2ºGuto Xavier escreveu:
@Marcy9, eu não sou contra o uso de templates, mas deve-se saber em qual projeto utilizar e dar créditos ao seu autor (no caso de templates free) ou comprar (no caso de templates comerciais), mas por causa de profissionais que se utilizam de templates em todos os projetos de forma irregular, a profissão acaba sendo prostituída, no sentido de um cliente perguntar qual o porquê de um projeto ser orçado em 1.000,00 se o “sobrinho” dele falou que faz 250,00. O que acontece é que ele acaba fazendo com o “sobrinho”, mas quando precisa de uma manutenção vem através de profissionais qualificados, e exige um trabalho de qualidade por um preço condizente ao que ele pago ao “sobrinho”, alegando que ele fez o site inteiro por 250,00 e por uma alteraçãozinha profissional está cobrando mais caro que o site inteiro.