
Olá caros amigos! Há quanto tempo não escrevo por aqui?!?! Bem, depois desta ausência voltei para continuar de onde paramos, as Distribuições Linux. Na nossa próxima matéria vamos falar do ambientes de trabalho que o Linux possui… lembra do “Windows Explorer”, a face do Windows, bem talvez você já tenha visto falar de KDE, GNOME, estes são algumas das “caras” do Linux.
Então, o que é uma distribuição Linux?
Quem vem do mundo Windows, ou é usuário Windows (não estou falando mau, não entendam isso; eu uso os dois, tanto o Linux e o Windows Vista, o qual depois de muito sofrer e gastar me acostumei) está acostumado com uma versão lançada mais ou menos entre 3 a 4 anos, geralmente como mais recursos que a anterior, geralmente tão salgada $$$ quanto a anterior, com melhorias no kernel do sistema entre outras coisinhas, mas é sempre Windows.
No mundo Linux é um pouquinho diferente, nos temos também um kernel do sistema (sempre com a versão atual), junto com um grande número de aplicativos, instaladores de sistema, particionadores, ferramentas para configuração, entre outras coisas. Todas também tem em seu nome a expressão “Linux”, mas com pequenas diferenças e otimizações aqui e ali.
A forma de distribuição destas versões varia de CD’s com pequenos pacotes para instalação através da internet, até distribuições com todos os seus pacotes em DVD’s; geralmente estes podem ser baixados através da Internet ou caso você deseje um CD personalizado, você pode pedir pela Internet (ex.: Ubuntu & OpenSolaris).
Existe um grande número de “distros” (também usamos esse nome mais simples) atualmente, algumas mantidas por grandes empresas tal como a Canonical/Ubuntu, RedHat/Fedora, Mandriva/Mandriva, Novell/OpenSuSE; outras menos profissionais feitos por indivíduos que querem apenas ter apenas uma “distro” com sua cara, e aquelas mantidas apenas por usuários como o Debian.
O ponto básico está geralmente na inclusão de pacotes livres ou não, porém a maioria hoje em dia coloca ambas, e pesquisando sobre isso descobri que apenas 8 distribuições tem somente software livre; e no pacote básico de softwares de cada distribuição, por exemplo, algumas incluem codecs de áudio para .mp3, outras não.
Ideologia, “milhares” de distribuição, uma corrente única/dupla?
Que me perdoem os mais radicais, os ideológicos e os amantes românticos do sistema, mas esse é um assunto que deve ser tocado.
Sei que uma das leis básicas “é modificar e distribuir o sistema a sua vontade”, mas isso realmente torna o Linux mais popular? Sinceramente, na visão de humilde editor, isso apenas dificulta tudo.
O que torna o Windows tão popular? Uma simples palavra: Padronização. O Windows será sempre Windows onde você estiver, isso torna mais simples para as pessoas o aprenderem, de se fazerem softwares para ele, e se algo serve no Windows da sua casa você tem certeza que também irá funcionar na casa de seu amigo, e aquele instalador que você tem no pen-drive com certeza vai surtir efeito.
Para alguém que vem do mundo Windows para o Linux se sente um pouco “perdido”, pois são vários tipos de ambiente, vários gerenciadores de pacote de instalação, vários programas com a mesma função, etc. Sei, sei que isso é em prol da liberdade de escolha, isso é bom, isso é ótimo!
Porém, talvez eu esteja “absorvido” pelo capitalismo que impera em nosso mundo, e que talvez seria mais fácil termos apenas uma ou duas grandes distribuições? Com um padrão de pacotes, não falo de ambientes de trabalho, pois a personalização é uma questão muito pessoal (estou falando de ambiente, e não programas), mas um padrão na instalação de programas e programas básicos?
Acredito que se queremos conquistar mais mercado e mais pessoas, isso seria mais fácil se tivéssemos um padrão, um pacote básico de programas já instalado no sistema (tal como OpenOffice, aMSN, Firefox & ThunderBird, Amarok ou VLC Player, etc.), seria mais fácil para que as pessoas aprendessem, é que ele se tornasse mais popular, pois eu uso, você usa, seu amigo usa; e o que funciona pra mim funciona pra você; e se eu preciso de ajuda você pode me ajudar, o “Google” pode encontrar algo para mim e na minha língua.
Espero críticas e sei que as terei… mas sejamos sensatos, estou buscando a qualidade, a popularidade, e um bom sistema para concorrer com o Windows. Não é bom o monopólio, isso é anticapitalista é antissocial, sejamos racionais e paremos de criar e fomentar mais e mais “distros”, e ajudemos as grandes que existem para que elas se tornem cada vez mais fortes e populares para assim o Linux realmente se tornar popular.
Não se é possível agradar a gregos e a troianos, então agrademos a maioria possível!
Bem, falei um pouco demais, peço desculpas pela ausência prolongada, sei que aproveitei demais as férias; os nossos artigos voltarão ao normal (agora duas vezes por mês).
Desejo a todos uma boa semana, um bom trabalho, um bom estudo, e paremos de ser apenas ideológicos e sejamos racionais, se queremos ajudar façamos o melhor pelo o que temos e não saiamos caçando “cabelo em ovo”.
Fiquem em Paz, até a próxima.



















Formas de Instalar o Linux – Parte I
Uma pequena nota de ausência…



