O “X”, KDE e Gnome
O “X”, KDE e Gnome

Olá “criaturas”!

Nos sistemas operacionais da atualidade é quase impossível viver sem um ambiente gráfico, ou seja, sem ícones, barras, menus, e outras tantas coisas que facilitam a nossa vida, e tornam o nosso trabalho uma questão de “alguns cliques”. No texto passado eu disse que o ambiente gráfico do Windows é o Windows Explorer; hoje nos vamos conhecer o servidor gráfico (o mesmo que ambiente gráfico) do Linux, o “X”.

Uma das primeiras diferenças que encontramos entre os sistemas, é que no primeiro (Windows) o ambiente gráfico é componente essencial do sistema, no Linux ele é uma camada independente, ele é apenas uma base que dá suporte a uma série de outros recursos, entre eles um dos mais importantes o gerenciador de janelas.

Existe uma grande quantidade de gerenciadores de janelas no Linux: LXDE, FluxBox, XFCE, entre outros. Nos vamos nos forcar nos mais conhecidos e populares: KDE & Gnome, que não são apenas gerenciadores de janelas, mas sim ambientes desktop.

Mas o que esta expressão quer dizer? Ambientes desktop? Isso quer dizer, que ao invés de simplesmente controlarem janelas e atos ligados a elas, eles incluem uma gama enorme de programas e recursos; que fazem da similaridade entre si uma questão a parte. Nestes, os programas se comportam de maneira semelhante, e tem interface também semelhante, dando uma “sobriedade” a sua visão.

KDE

KDE significava “K Desktop Environment” e passa a se chamar apenas KDE (25/11/09). A mudança foi feita para que a marca possa abrigar outros projetos de software livre como aplicações, gerenciadores de trabalho e plataformas, sem ser ligada apenas ao sistema de desktop elaborado originalmente para o Linux.

Alguns defensores mais ferrenhos do Linux, não se dão muito bem com este ambiente gráfico, dizem que ele se parece muito com o Windows Explorer. De fato, ele até se parece, mas “A” não tem nada a ver com “B”, ou seja, o Ford Corsa não é um Fiat Palio :) .

Ele tem uma série de configurações, e quando eu digo uma série, é realmente uma série; fato este que faz com que ele se pareça com o Windows Explorer. Isso de certo modo é uma vantagem, pois que vem do mundo Windows e quer experimentar o Linux, é melhor que ele teste alguma distribuição com o KDE.

Atualmente o KDE está na versão 4.4 “Caikaku”, trazendo uma coleção inovadora de aplicações para os usuários de Software Livre. Novas tecnológicas foram introduzidas, incluindo redes sociais e ferramentas de colaboração online.

O ambiente gráfico inclui uma suíte de escritório denominado KOffice (Office) simples, mas com muitos componentes: processador de texto (KWord), folha de cálculo (KSpread), programa de apresentações (KPresenter), editor de diagramas gráficos (KChart), de equações (KFormula), gerador de relatórios (Kugar), editor de diagramas e fluxogramas (Kivio), base de dados (Kexi), editor de gráficos bitmap (Krita) e vetoriais (Karbon14), além de outros pequenos programas.

Gnome

Gnome significa “GNU Network Object Model Environment”.

Com uma interface mais limpa, e com “menos firulas” que o KDE, o Gnome é bem parecido com o Mac OS X, com menos opções de configurações, porém não quer dizer que ele é pior que o KDE, ele apenas é mais “direto ao ponto”. Essa simplicidade é boa para novos adeptos que estão começando a ter a informática “introduzida” em sua vida.

O Gnome está na versão 2.6.0; que mantém um estilo bem tradicional de sempre :) . É aguardado para setembro desse ano uma nova e possivelmente ultrarrevisada versão 3.0, que deve trazer muitas melhorias tanto de estética e beleza (espero :]) e de funcionalidade de aplicativos.

A distribuição completa do GNOME também inclui uma suíte para escritório (Office) através da integração de vários projectos independentes: processador de texto (AbiWord), folha de cálculo (Gnumeric), gestão de projetos (Planner), editor de diagramas (Dia), programa para desenhos vetoriais (Inkscape) e de imagem (GIMP), também conta com outros pequenos programas.

OBS. 1: Para quem não entendeu bulhufas do que está escrito, o que me deixa bastante triste :( . Fica aqui o resumo: “a diferença não está apenas na cara do ambiente gráfico, mas também nos programas que o acompanham por padrão”.

OBS. 2: Letras por letras são letras, vamos para a máxima: “uma imagem vale mais que mil palavras”.

OBS. 3: Para demonstrar como é o KDE foi utilizada a distribuição OpenSuse 11.1, como ela não é minha distro padrão, a instalei apenas para exemplo ela está em inglês; porém, há um bom suporte para o nosso português, então não se desesperem :) .

OBS. 4: Para demonstrar como é o Gnome foi utilizada a distribuição Ubuntu 9.10, eu não adicionei nada, para que o julgamento não fosse prejudicado.

Desktop Gnome

Desktop KDE

Alguns menus do Gnome

Alguns menus do KDE

Alguns menus do Gnome

Alguns menus do KDE

Sistema de pastas do Gnome

Sistema de pastas do KDE

Alguns menus do Gnome

Alguns menus do KDE

Alguns menus do Gnome

Alguns menus do KDE

Alguns menus do Gnome

Alguns menus do KDE

Alguns menus do Gnome

Alguns menus do KDE

Menu de Configurações do Gnome

Menu de Configurações do KDE

Configurando a aparência no Gnome, bem mais simples

“Painel de Controle” do OpenSuSE,  ele está ao estilo “KDE” porém está distro traz muito mais opções que a maioria das outras

Configurando a aparência no KDE, notem a porção de opções que temos.

Um grande abraço, uma excelente e próspera semana, fiquem em Paz e com Deus, até breve!


Links Úteis

Fundação Gnome: http://foundation.gnome.org/

Organização KDE: http://www.kde.org/

Wikipédia KDE: http://pt.wikipedia.org/wiki/KDE

Wikipedia Gnome: http://pt.wikipedia.org/wiki/Gnome


28 de fevereiro de 2010
Categoria(s): Linux, Open Source, Software Livre
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Sobre o Autor
Gabriel Ferreira
Biólogo por formação, curioso por natureza, ex-professor de informática (com divertidas histórias), e atualmente estudante, buscando um futuro profissional mais "seguro". Usuário "fuçador" a 6 longos e divertidos anos, usei distribuições conservadores como o Debian, o Kurumin Linux (inovador com seu formato Live-CD para a época), atualmente me dedico mais as "distros" mais amigáveis como o Fedora, OpenSuse, Mandriva e popular Ubuntu. Aficionado por novas tecnologias e as facilidades que estas trazem; apaixonado pela natureza e pelos animais; também por cinema, filosofia, ciência moderna, música clássica (e um pouco de rock) e discussões longas sobre a natureza humana.
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Comentários (2)
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Pingbacks/Trackbacks (0)
  • Rodrigo Luis disse:

    Olá Gabriel, parabéns pelo artigo, excelente conteúdo… me exclareceu algumas dúvida que eu tinha sobre o ambiente gráfico do linux.

    quinta-feira, 04 de março de 2010 às 15:40
  • Guilherme disse:

    muito bom seu artigo , voce conseguiu explorar alguns pontos chaves pra tirar minhas duvidas, obrigado
    vou adicionar seu blog aos meus favoritos e continuar a acompanhar
    atualmente sou fã do ubuntu, me adaptei bem, mas estou com uma distribuição do KDE, Kubuntu, ainda nao instalei..

    sexta-feira, 07 de janeiro de 2011 às 15:37
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