Linux, o que é isso?
Olá “criaturas”!
Hoje, iremos tratar sobre o Linux, dá onde vem esse nome, e suas peculiaridades. A primeira, que acho bastante interessante é sobre como se pronunciar o nome, Linux se pronuncia “Línux”; observe que a sílaba tônica é a primeira, e o “x” tem som de “cs”. Mas porque eu estou tratando disso?!?! Pelo simples fato (acredito eu) que devemos nos referir de maneira correta as coisas, e não sejamos motivos de chacota. E digo isso por vários episódios pessoais em relação a isso, um especial, gosto de comentar muito na roda de amigos: “um conhecido meu, que trabalha com informática há uns 3 ou 4 anos, sempre se referia ao Linux como ‘Linûx‘, sendo a última sílaba a tônica e o “u” circunflexado, era um som bem estranho. Tá, mas o que isso afetou na vida dele, virou chacota durante o curso em “Sistemas de Informação”, o povo o apelidou com este nome, e para piorar a situação, ainda comentava que ‘só caipira usava isso‘”.
Um episódio de certa maneira hilário, mas que “drena” a confiança que se demora para adquirir em algo teoricamente novo, pois o Linux não o é, o fato é que apenas agora ele vem “ganhando as massas”.
Agora vamos ao fato, o que é o Linux?
Tal como o Windows® ele é um sistema operacional (ou seja, é um conjunto de dados que permite a seu Hardware (as peças que compõe o seu computador) desenvolver um trabalho visando um resultado, tais como: um texto, um desenho, o retoque em uma foto, a troca de mensagens, etc.). O conjunto formados pelas instruções básicas que permitem esse comando é dado o nome de kernel; e é o kernel o coração do Linux.
Opa, meu Deus, que palavra é essa? Quem é kernel? Em uma analogia (ótima e encontrada aqui), o kernel é o motor do sistema, ele é o responsável por fazer o nosso carro/computador andar/trabalhar, ou seja ele nos leva onde queremos/produz resultados. Para ficar bem simples “o kernel interpreta as ordens e as transmite ao hardware para que este as execute e as devolva ‘processadas’ ao kernel ou a outro software”.
Sobre o kernel, existem outros programas, tais como as interfaces (o rosto do sistema operacional, ou seja, barras de ferramentas, ícones, imagens, etc.), editores de texto, driver’s (que são software que fazer que determinado hardware possa trabalhar, por exemplo, sem o driver de som o computador fica “mudo”, porque o software não consegue “traduzir” as músicas para que o hardware as possa transmitir para as caixas de som), e tantas outras espécies de software.
Beleza, então quem criou o kernel e quando?
O kernel foi criado por Linus Torvalds, quando ainda este era estudante, lá nos anos de 1991 (mais sobre o Linus pode ser visto aqui), baseado em outro sistema, o Unix (leia sobre ele aqui). Atualmente, este “motor” é mantido por milhares de desenvolvedores, tanto por pessoas como eu e vocês, e também por grandes empresas como a IBM, a HP, a Sun; e todo este montante é coordenado pelo Linus.
Como é um software livre, o kernel é disponibilizado com uma licença do tipo GPL (lembram do último artigo), ou seja, ele está ligado as 4 liberdades básicas.
No começo o mesmo era distribuído a quem quisesse com um pequeno número de aplicativos, sendo que o Linus convidava quem desejasse e criar novos softwares e novas funcionalidades para o kernel.
Hoje temos milhares de programas para o Linux, além do patrocínio de várias grandes empresas, e algumas tem a até sua versão própria: a Intel tem o Moblin, o Google vem desenvolvendo o seu ChromeOS, a Sun o OpenSolaris (Kernel derivado do Unix, não é propriamente Linux, também é um software livre), etc.
É este nome, de onde vem? É porque o pinguim como símbolo?
O nome deriva da junção de do nome de seu criador Linus com o sistema do qual foi derivado o Unix, logo temos Linux.
É o pinguim como símbolo, também parte do próprio Linus e seu gosto pelos mesmos, ele que o sugestionou, e até quis um “pinguizinho” gordinho e simples… E assim nasceu este símbolo, hoje carinhosamente chamado de Tux (mais aqui).
Resumindo tudo:
O Linux é um sistema operacional baseado em um kernel livre, foi criado por Linus Torvalds, é mantido por milhares de pessoas, e tem vários softwares pra si, tal como o Windows®, tem como o símbolo o Tux.
Espero que tenham gostado do texto, no próximo conheceremos o que é a palavra distro ou distribuições Linux, e já visaremos as que são mais fáceis de se adaptar e usar.
Um Feliz Natal atrasado, e um próspero e excelente Ano Novo.
Um grande abraço, fiquem em Paz, até breve.








Formas de Instalar o Linux – Parte I
Uma pequena nota de ausência…
Confira o Podcast webARTz, com vários assuntos abordados aqui no blog. Utilize os links abaixo para baixar os arquivos.



Comentários (3)
Trackbacks/Pingbacks (0)
1ºRonaldo Prass escreveu:
Legal o post cara, porém tem uma correção ae, OpenSolaris não é Linux, é Unix.
2ºGabriel M. Ferreira escreveu:
Ronaldo, valeu o adendo, já fiz a correção.
O importante é que o mesmo, também figura como um “open source”.
Um grande abraço.
3ºRodrigo Luis escreveu:
Olá Gabriel, parabéns pelo artigo !!