Ubuntu – Uma pequena introdução
Caros Leitores
No último artigo falei um pouco sobre a mais popular distribuição Linux do momento, o aclamado Ubuntu. A versão mais recente, a 10.04, é uma versão de suporte de longo prazo (ou LTS), ou seja, ela vai receber atualizações até 2013 (a edição para servidores ainda conta com mais dois anos).
Neste artigo, vou fazer uma pequena revisão das melhorias, diferenças, novos programas, surpresas e mudanças que ocorreram nesta versão. Posso dizer seguramente que ela é uma das mais fáceis e cômodas que se usar que eu já experimentei.
Instalando o Sistema
O Ubuntu como toda “distro” oferece várias formas de instalação, vamos ressaltar as seguintes formas:
A) Instalação pura: aqui você instala apenas o Ubuntu, e ele ocupa todo seu HD; o assistente de instalação é bastante amigável e intuitivo; porém, é bom usar esta opção somente se você quiser ter apenas o Ubuntu instalado.
B) Instalação de dois sistemas: neste tipo você pode escolher ter o Linux e o Windows instalado no mesmo PC, inclusive no mesmo HD sem muitos problemas, o que se precisa é a noção de particionamento.
C) Instalação de dois sistemas a partir do Windows: creio ser o melhor método de instalação para quem é iniciante; aqui você instala o Ubuntu como se fosse um programa do Windows, e pode desinstalá-lo a hora que desejar.
Vou dedicar todo um artigo para mostrar como fazer a instalação
Escolhi a terceira forma, pois ela é mais cômoda até mesmo para mim, pois evita que eu faça o particionamento, algo que sinceramente não gosto de fazer.
Um dado muito importante, que eu me esqueci durante a instalação: o sistema busca se atualizar durante a mesma, mais ou menos aos 84/85%, e permanece nessa marca até que o download das atualizações tenha sido feito. Eu pensei que a instalação estive enfrentando algum problema… e lembrei-me disso, então se você tiver uma internet lenta ou não quiser instalar as atualizações neste momento desligue o seu modem ou desconecte os cabos de rede
Tela de boot
A mudança perceptível durante a instalação foi um ganho de velocidade, facilmente percebível. Depois de instalado vieram algumas agradáveis surpresas: o tempo de boot é menor, e a tela de boot foi modificada; as cores e temas do sistema mudaram, saíram daquele laranja horrível (sim era horrível!) para um tom roxo mais sóbrio, e para mim, mais bonito. Os botões de maximizar, minimizar e fechar estão no estilo Mac.
Algumas telas da instalação
Botões de controle estilo Mac
Novo visual da área de trabalho
Uma visão geral do sistema
O ambiente de trabalho é o Gnome na versão 2.30, ambiente como sabemos no Linux, carrega com si uma grande gama de programas. Relembrando alguns: Firefox como navegador, o Pidgin saiu e deu lugar ao comunicador Empathy, Evolution continua como gerenciador de e-mail’s, e a suíte OpenOffice continua firme e forte, o Rhythmbox é o tocador de músicas padrão (nessa versão ele vai para o painel de ferramentas, não ocupando espaço na sua barra de janelas), claro que há mais programas, mas não vamos citar um por um, afinal é um artigo não uma tese de mestrado
Um serviço interessante que veem existindo nas últimas versões do sistema é o Ubuntu One, ele é uma espécie de HD virtual gratuito, tem 2 GB de espaço, e serva para backup de configurações de usuário, documentos, etc. Você também pode acessar seus arquivos de qualquer computador com acesso a internet. Esse é uma pequena “introdução” da “computação em nuvem” que a Canonical está praticando.


A “Central de Programas”
Para quem nunca utilizou o sistema, nós tínhamos o “instalar e remover programas”, cujo nome retrata a função; bem, o nome foi trocado para “Central de Programas do Ubuntu”.
Que em si tem a mesma função, porém, a sua interface remodelada está mais amigável e intuitiva. Como vocês podem ver nas imagens seguintes:

Bem essa foi um pequeno artigo que algumas coisas que acho interessantes nessa versão, principalmente as mudanças mais “fáceis de se ver” do sistema.
Nossos próximos artigos serão focados no Ubuntu, vou ensinar como instalar das três formas, como instalar programas (e desinstalar), quais programas usar (pois a maioria dos programas para Windows não serve para o Linux e vice-versa), como instalar codec’s de música e vídeo (que é um atrativo extremamente necessário para qualquer usuário), e outras coisinhas.
Bem amigos por hoje é isso, em breve estarei de volta! Um grande abraço, uma excelente e próspera semana, fiquem em Paz e com Deus, até breve!










Formas de Instalar o Linux – Parte I
Uma pequena nota de ausência…
Confira o Podcast webARTz, com vários assuntos abordados aqui no blog. Utilize os links abaixo para baixar os arquivos.



Comentários (2)
Trackbacks/Pingbacks (0)
1ºRodrigo Luis escreveu:
Olá Gabriel, parabéns pelo artigo.
2ºDiego escreveu:
Ótimo artigo, parabéns.